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domingo, 4 de agosto de 2019

A ditadura do algoritmo

Antonio Carlos Lua

Hoje, falamos apenas uma língua no planeta: a matemática. Morar na China, na Austrália ou no Brasil, não faz diferença. A língua que domina a economia e a política é a matemática. 

Da linguagem universal da matemática nasceu a revolução dos algoritmos, com a inteligência artificial nos oferecendo a possibilidade de mudar a própria humanidade.

Com o poder de transformar o corpo, o cérebro e a mente, a inteligência artificial poderá criar seres com características diferentes de nós e bem maior daquilo que nos diferencia de outros hominídeos.

Cientistas têm anunciado ao mundo inteiro que uma superespécie está prestes a nascer. Somos os últimos exemplares de uma espécie a ser superada. A velocidade da tecnologia nos tornou limitados. 

A transformação – dizem os cientistas – começará com a modificação do nosso DNA através da engenharia genética e a biotecnia, que entrarão em ação para criar cyborgs – uma mistura de partes orgânicas e inorgânicas.

É algo que nunca vimos no curso de quatro bilhões anos de vida na Terra. Nem mesmo na literatura ficcionista de Isaac Asimov, Ursula Le Guin, Philip Dick e Aldous Huxley houve qualquer vislumbramento sobre a mistura de corpo humano e robô. 

Agora, o humano e o tecnológico estão se fundindo, e isso está acontecendo em nosso presente. É a mudança mais significativa na evolução da vida. 

Presenciamos hoje uma inversão da relação entre humano e tecnológico. Confiamos cada vez mais no poder dos computadores e algoritmos, nos deixando guiar totalmente por eles. É o totalitarismo das máquinas. A ditadura do algoritmo. 

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